Você está ouvindo "Gente", do CD "Equilibrio Distante", de Renato Russo (1995)



"Eu poderia suportar, embora sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não os declare e não os procure sempre..."

Vinícius de Moraes
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O EDITOR está lendo:

Comentário: Será que estou ficando obcecado por Renato Russo? A resposta é sim. Cada dia que passa quero me aprofundar mais no gênio desse que foi o maior idolo do rock brasileiro, e nesse livro pode se encontrar várias frases e pensamentos de Russo. Indispensável para qualquer um que seja fã.

O EDITOR está ouvindo:

Comentário: Não é necessário dizer nada, a não ser "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade não há". Simplesmente o álbum mais genial da banda, de onde 10 das 11 faixas se tornaram hits nacionais ( a única que ficou de fora foi "Feedback Song for a Dying Friend, uma boa música, diga-se de passagem). E os maiores sucessos são obviamente "Pais e Filhos", "Há Tempos" e "Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto". _______________________

O DONO DO BLOG DESCRITO POR OUTROS

O dono deste blog chama-se Luiz. Seu nome completo é Luiz Henrique Sampaio Oliveira, nasceu no dia 2 de maio de 1986, na cidade de Capão Bonito, interior de SP. Atualmente, mora na cidade vizinha, Itapetininga, um lugar tranqüilo, calmo e parado. Sobretudo parado. São várias as coisas que gosta: cinema, pizza, cinema, música, cinema, família, cinema, amigos, família, literatura, cinema. E antes que me esqueça, ele gosta de cinema. Mas ninguém entende o porque desse seu vício pelos filmes. Na verdade, nem ele entende. Ele é incompreendido. Bom, isso pode se deixar pra lá. O Luiz tem as suas personalidades favoritas: Renato Russo (suas letras são excelentes, e a música ótima); seus pais (que tiveram coragem de trazê-lo ao mundo); e Paulo Francis (porque eles são parecidos: são meio mau-humorados). Ele também tem seus defeitos: é bem perfeccionista, depressivo, melancólico, e tem um complexo de inferioridade descomunal. Uma frase de Henrique Szklo cabe muito bem a ele: :"Meu complexo de inferioridade é tão grande,mas tão grande,que provavelmente é o menor do mundo". Mas nada que não possa ser resolvido. Outra coisa: ele é estressado ao máximo, se irrita facilmente. Se ele começar a ficar vermelho e babar, fuja. Porque isso é só o começo. Mas, não vim falar aqui somente de suas falhas. Ele também é simpático, engraçado, emotivo, companheiro, amigo pra todas as horas. Seus conselhos são tão profundos que chegam a motivas aqueles que estão no fundo do poço. Ou melhor: levantam aqueles que estão no ralo do fundo do poço. Inteligente e carismático, nunca deixa ninguém na mão. Tem uma facilidade para escrever. Escreve em seu blog próprio, o Under Pressure e para o blog da CDB – Comunidade do Blog, toda segunda feira. Quem o conhece ou o conheceu não se arrepende. O único problema é que ele fala demais. Mas isso também dá pra resolver: nada que uma mordaça não resolva. Mas enfim: Luiz é um daqueles que tem futuro. Apesar de parecer tímido e sem graça, no fundo ele é um bom sujeito. Basta saber procurar.
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Bom dia, boa tarde e boa noite!
Tudo bem com vocês aí? Espero sinceramente que sim!

 

Hoje, por se tratar de uma edição extra extravagante extraordinária, não vai dar tempo (e espaço) para colocar os Recomendáveis da Semana. Na semana que vem, a lista estará aqui, com certeza. Aguarde e confie!

PS: alguém sabe onde foi parar meus pontos no BlogStar?

 

Agradeço aos amigos Rafael Schultz, Paulo Felipe Schultz e o outro que não me lembro o nome agora (?) por toparem assistir ao filme comentado a seguir com esse tapado que vos escreve.

 

Com vocês, as minhas impressões do grande lançamento de Spielberg neste ano, e o terceiro maior no geral de 2005. Guerra dos Mundos.

 

EXTRA!

GUERRA DOS MUNDOS

 

- Puta merda!!
É com esse palavrão que eu começo o meu texto sobre esse filme. Peço que me perdoem pela palavra absurda, mas é que foi a única coisa que consegui ouvir (do publico) durante toda a exibição do novo filme da parceria Spielberg/Cruise.
Inicialmente, iria deixar para ver o filme hoje, sábado, mas acabei desistindo por dois motivos: eu tinha que ter ver esse filme, espero por ele desde que foi anunciado; e que as minhas amigas Nathalia e Helen saíram da sessão anterior dizendo que o filme era espetacular. Não aguentei e fui.
O filme é uma adaptação do clássico livro de H.G. Wells, de mesmo nome, onde ele relata a invasão marciana em nosso planeta. Steven Spielberg, o mesmo diretor de estrondosos sucessos de bilheteria como Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977), E.T (1982), Jurassic Park (1992), entre outros, sempre teve vontade de fazer um filme baseado na obra visionária de Wells. Depois de muito tempo de espera, ele finalmente consegui, chamando para o papel principal seu parceiro em Minory Report (2002), o astro Tom Cruise. Ele interpreta Ray Ferrier, um trabalhador típico americano, divorciado, que um dia recebe os filhos para passar o final de semana; Robbie e Rachel (Justin Chatwin e Dakota Fanning). O rapaz, adolescente, é revoltado por conta da indiferença de seu pai; já a menina é apegada a ele. Quando aquele dia tinha tudo para ser normal, fenômenos estranhos passam a acontecer no mundo todo, e quando todos menos esperam, a Terra é atacada pelos seres de outros planetas. Daí em diante, acompanhamos a fuga da familia Ferrier e de toda a humanidade, incluindo o seu encontro com um homem que enlouqueceu em seu esconderijo (Tim Robbins), por causa de uma guerra que nenhum humano é capaz de ganhar.
Tom Cruise tem aqui a sua melhor interpretação, emparelhada com o machista convicto do excelente Magnólia (2002). A direção de Spielberg nos remete aos seus melhores trabalhos (logicamente, os primeiros), tendo cenas típicas de cinema-verdade, como a "camera na mão", usada em O Resgate do Soldado Ryan (1998), deixando toda a platéia nervosa. Assemelha-se também com o estardalhaço que Orson Welles conseguiu adaptando a mesma obra, só que para o rádio. Ele conseguiu transmitir uma radionovela de Guerra dos Mundos com tanto realismo, que acabou deixando um país inteiro em polvorosa, com pessoas se suicidando e instalando um caos nas ruas. Isso nos anos 30. Aqui, penso que Spielberg se inspirou muito na transmissão de Welles, porque todas as cenas são assustadoras. Posso afirmar, com certeza, que passei os momentos mais nervosos de minha vida na sala de cinema, na sessão das 21:15 - sala 1, por conta das cenas da revelação dos Tripods (naves que os marcianos usam para destruir a humanidade), e a destruição que causam. É de perder o fôlego. E foi justamente aí que eu ouvi a unica coisa que foi dita, por alguém, durante a sessão:
- Puta merda!!
Daí em diante, não se falou mais nada. Na sala lotada, um momento olhei para trás (sempre me sento nos bancos da frente) e vi a cara embasbacada das pessoas. Paralisados. Assim como eu. Imagine se um dia isso realmente acontece? Senti na pele o que os habitantes dos Estados Unidos sentiram ao ouvir a voz de Orson Welles dizer:
- Estamos sendo invadidos! Estamos sendo invadidos!
Os efeitos especiais do filme, em sua grande maioria, são tão realistas, mas tão realistas, que chega a assustar. A destruição contínua a que o planeta sofre é extremamente real. Acho eu que esse é o filme mais realista (em termos de ficção) de Spielberg (levando em conta apenas os efeitos digitais; e ainda assim empata com "Contatos..."). Tudo, absolutamente tudo, dá a impressão de que a Terra, uma hora ou outra, vai acabar sendo invadida MESMO. E o diretor também aproveita para dar o seu pitaco na neura terrorista que assola os yankees. Mas, somente assistindo o filme para ver.
Mas, como todo filme recentemente lançados nos últimos 10 anos, sempre há um porém...
Li em algum lugar que os últimos filmes de Steven começam sensacionais, mas nos últimos 5 minutos acabam se estragando. Eu sinto dizer, mas é verdade. Não quero estragar a diversão de ninguém, até porque não sou crítico para fazer isso, e nem vou contar o final. Mas é decepcionante, ao meu ver, como pode o homem que fez filmes corajosos, que desafiavam convenções (isso também vi no tal site, e concordei) acabar se vendendo a ideias chulas da maneira que estamos vendo. E há alguns erros de continuidade (só vou dar uma dicazinha: prestem atenção no carro que Ray usa para fugir do seu primeiro esconderijo), mas o que acaba mesmo irritando no filme todo tem um nome: Dakota Fanning.
A menina é azia, chata, metida, "pattyzinha", como se diz em casa. Grita de uma maneira tão irritante, mas TÃO irritante que dá vontade de a amarrar, pegar, botar pra fora do esconderijo e dizer para o primeiro alien que passar com seu Tripod:
- Pega, pode levar, pelo amor de Deus!!!
E muita gente saiu do cinema (e isso eu vi e ouvi, ao sair) sem entender todo o desfecho do filme (não vou contar!!!). O roteiro me pareceu excelente antes de toda aquela demagogia que toma conta do fim, com coisas impossiveis e realmente, realmente, realmente forçadas. Infelizmente, conta pontos negativos ao filme e a nota final.
Mas, em suma, o filme é bom, vale a pena ser assistido. Principalmente na tela grande. Não deixe para alugar, vá ao cinema. Há imagens chocantes, há momentos em que se chega a pular da cadeira ou fechar os olhos para não ver a desgraça humana na Terra. (isso na minha opnião, aconteceu comigo. Mas de vez em quando,para alguns, pode parecer forçado). Mas, nem de longe lembra o bom e velho Spielberg que tanto encantava a audiência com seus filmes de temas aparentemente bobos, mas de conteúdo fortíssimo. Ele ainda prende a atenção (e o fôlego) das pessoas, mas seus propósitos envelheceram e mudaram. Com ele.
Mas, mesmo assim, vou assistir hoje novamente. Para ver se o filme passa por uma revisão, e para ver se mais alguém dá um grito com palavrão dessa vez...

 

Uma nota?

8,5/10

 

 

Um abraço a todos, e até a próxima!

 

Editor, ouvindo (Just Like) Starting Over, de John Lennon.



- Postado por: Editor às 12h14
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