Você está ouvindo "Gente", do CD "Equilibrio Distante", de Renato Russo (1995)



"Eu poderia suportar, embora sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não os declare e não os procure sempre..."

Vinícius de Moraes
_______________________
Escolha um filme a ser comentado aqui!
A Ilha
Fantástica Fábrica de Chocolates
Meu Tio Matou um Cara
Ray

_______________________


Meu passado me condena?

- 28/08/2005 a 03/09/2005
- 21/08/2005 a 27/08/2005
- 14/08/2005 a 20/08/2005
- 07/08/2005 a 13/08/2005
- 31/07/2005 a 06/08/2005
- 24/07/2005 a 30/07/2005
- 17/07/2005 a 23/07/2005
- 10/07/2005 a 16/07/2005
- 26/06/2005 a 02/07/2005
- 19/06/2005 a 25/06/2005
- 12/06/2005 a 18/06/2005
- 05/06/2005 a 11/06/2005
- 29/05/2005 a 04/06/2005
- 22/05/2005 a 28/05/2005
- 15/05/2005 a 21/05/2005
- 08/05/2005 a 14/05/2005
- 01/05/2005 a 07/05/2005
- 24/04/2005 a 30/04/2005
- 17/04/2005 a 23/04/2005
- 10/04/2005 a 16/04/2005
- 03/04/2005 a 09/04/2005
- 27/03/2005 a 02/04/2005
- 20/03/2005 a 26/03/2005
- 06/03/2005 a 12/03/2005
- 20/02/2005 a 26/02/2005
- 13/02/2005 a 19/02/2005
- 06/02/2005 a 12/02/2005
- 30/01/2005 a 05/02/2005
- 23/01/2005 a 29/01/2005
- 16/01/2005 a 22/01/2005
- 09/01/2005 a 15/01/2005
- 26/12/2004 a 01/01/2005
- 19/12/2004 a 25/12/2004
- 12/12/2004 a 18/12/2004
- 28/11/2004 a 04/12/2004
- 14/11/2004 a 20/11/2004
- 31/10/2004 a 06/11/2004



Se julgar que deve, vote aqui em meu blog!

- Dê uma nota para meu blog

Se quiser, recomende-me!


Já passou por aqui:

_______________________

Blogs amigos, links e afins!



_______________________

Filmes já comentados (por gêneros)






_______________________

O EDITOR está lendo:

Comentário: Será que estou ficando obcecado por Renato Russo? A resposta é sim. Cada dia que passa quero me aprofundar mais no gênio desse que foi o maior idolo do rock brasileiro, e nesse livro pode se encontrar várias frases e pensamentos de Russo. Indispensável para qualquer um que seja fã.

O EDITOR está ouvindo:

Comentário: Não é necessário dizer nada, a não ser "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade não há". Simplesmente o álbum mais genial da banda, de onde 10 das 11 faixas se tornaram hits nacionais ( a única que ficou de fora foi "Feedback Song for a Dying Friend, uma boa música, diga-se de passagem). E os maiores sucessos são obviamente "Pais e Filhos", "Há Tempos" e "Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto". _______________________

O DONO DO BLOG DESCRITO POR OUTROS

O dono deste blog chama-se Luiz. Seu nome completo é Luiz Henrique Sampaio Oliveira, nasceu no dia 2 de maio de 1986, na cidade de Capão Bonito, interior de SP. Atualmente, mora na cidade vizinha, Itapetininga, um lugar tranqüilo, calmo e parado. Sobretudo parado. São várias as coisas que gosta: cinema, pizza, cinema, música, cinema, família, cinema, amigos, família, literatura, cinema. E antes que me esqueça, ele gosta de cinema. Mas ninguém entende o porque desse seu vício pelos filmes. Na verdade, nem ele entende. Ele é incompreendido. Bom, isso pode se deixar pra lá. O Luiz tem as suas personalidades favoritas: Renato Russo (suas letras são excelentes, e a música ótima); seus pais (que tiveram coragem de trazê-lo ao mundo); e Paulo Francis (porque eles são parecidos: são meio mau-humorados). Ele também tem seus defeitos: é bem perfeccionista, depressivo, melancólico, e tem um complexo de inferioridade descomunal. Uma frase de Henrique Szklo cabe muito bem a ele: :"Meu complexo de inferioridade é tão grande,mas tão grande,que provavelmente é o menor do mundo". Mas nada que não possa ser resolvido. Outra coisa: ele é estressado ao máximo, se irrita facilmente. Se ele começar a ficar vermelho e babar, fuja. Porque isso é só o começo. Mas, não vim falar aqui somente de suas falhas. Ele também é simpático, engraçado, emotivo, companheiro, amigo pra todas as horas. Seus conselhos são tão profundos que chegam a motivas aqueles que estão no fundo do poço. Ou melhor: levantam aqueles que estão no ralo do fundo do poço. Inteligente e carismático, nunca deixa ninguém na mão. Tem uma facilidade para escrever. Escreve em seu blog próprio, o Under Pressure e para o blog da CDB – Comunidade do Blog, toda segunda feira. Quem o conhece ou o conheceu não se arrepende. O único problema é que ele fala demais. Mas isso também dá pra resolver: nada que uma mordaça não resolva. Mas enfim: Luiz é um daqueles que tem futuro. Apesar de parecer tímido e sem graça, no fundo ele é um bom sujeito. Basta saber procurar.
_______________________

ICQ:

275180784

MSN MESSENGER:

l_henrique_@hotmail.com

ORKUT:

clique aqui
_______________________

Layout:

Elaborado por Gil Filho
_______________________


 




_______________________ Comunidade do Blog... _______________________


 

 

ALÔ, pessoal!

Tudo bem com vocês? Espero sinceramente que sim!

 

Pois bem: voltando a normalidade no blog depois de um trabalho complicado, e daqui a pouco me verei imerso em outro. Mas, enquanto isso, venho aqui e escrevo sobre um filme que finalmente consegui assistir, na quarta. Fugi do trabalho e assisti, mesmo que a tarde (eu detesto assistir filme a tarde, mesmo no cinema). Aqui, então, comento a saga de Charlie e Willy Wonka. A Fantástica Fábrica de Chocolates, de Tim Burton.

 

COMENTANDO O FILME:

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES

(Charlie And The Chocolat Factory, 2005)

 



(coloquei o cartaz francês porque achei mais bonito) 

Eu duvido que qualquer ser humano nunca tenha pelo menos ouvido falar de Willy Wonka e sua fábrica. O filme original de 1971 trazia Gene Wilder como o grande dono da fábrica, que tinha como funcionários os excêntricos Umpa-Loompas, que entoavam canções para dar a lição de moral cada vez que um dos cinco escolhidos para visitar a mais famosa fábrica de chocolates do mundo caíam em suas próprias desgraças. O filme passou tantas vezes na TV, mas mesmo assim manteve a magia e o encantamento de anos atrás, e com isso se tornou uma referência. Toda vez que a audiência ia mal, passavam Fantástica Fábrica. Algo mais ou menos como o Chaves é hoje em dia.
Eis que de repente, os fãs do filme foram surpreendidos com a notícia de que o consagrado diretor Tim Burton, tão excrêntrico e estranho quanto Wonka, iria refilmar o longa. Pronto. Pelo menos aqui, nos fãs do interior, houve uma preocupação geral com essa refilmagem, principalmente por causa de Burton, que é um excelente diretor (inclusive dos meus favoritos "Peixe Grande" e "Ed Wood"), mas que fez a terrível refilmagem  de "Planeta dos Macacos", no ano 2000. Logo, pensaram que ele acabaria detonando esse filme também.
Todos estavam enganados. Tim Burton arrasou, chegando até a melhorar o filme e dando mais ênfase ao personagem que foi interpretado com uma maestria dificil de descrever por Johnny Depp. Se ele havia se baseado em Keith Richards para fazer o completamente maluco Jack Sparrow no divertidíssimo "Piratas do Caribe", de 2003, e isso lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar, aqui ele interpreta um Wonka tão parecido com Michael Jackson, mas tão parecido, que chega a ser um absurdo. De tão bom.
A história todo mundo já conhece: o recluso dono da famosa fabrica de chocolates Wonka dá a oportunidade para cinco crianças visitarem sua fábrica, e para isso precisam tirar o bilhete premiado que vem na barra dos doces. Começa uma corrida louca para ser um dos vencedores, e as cinco crianças que tiraram a sorte grande são bem diferentes uma das outras: Augustus (Philip Wiegratz), é um alemão viciado em doces; Veruca (Julia Winter) é uma menina mimada pela pelos pais; Violet (Anna Sophia Robb) é uma menina cuja mãe a cria para ser interesseira e vencedora; Mike (Jordan Fry) é um menino viciado em TV e jogos, e isso o faz insensível; e por último, Charlie (Freddie Highmore), um menino pobre e puro de coração, que tem o sonho de conhecer Wonka. Todos eles entram na fábrica, e assim conhecem o mundo onde o excêntico dono vive, e cada um deles vai deslizando em sua própria má-criação até sobrar apenas um, que ganha um presente muito especial.
A grande sacada do filme, além de todas as interpretações e a direção excelente (para mim a terceira melhor de Tim, depois dos já citados), é o Umpa-Loompa interpretado por Deep Roy. Sim, todos os Loompas do filme são o mesmo ator, que ficou engraçadissimo. Pena que a versão que assisti foi dublada...
Outros pontos positivo foram a trilha do sempre fabuloso Danny Elfman, ex-vocalista da banda Oingo Boingo e que se aventurou com sucesso no mundo do cinema. As canções antigas ficaram de fora, e em seu lugar entraram outras igualmente marcantes; a direção de arte muito competente, com cenários exagerados, coloridos, e com alguma coisa de psicodélica. Uma marca inerente dos filmes de Burton.
E as comparações quase não podem ser feitas, já que no mais recente o filme dá um enfoque também ao Willy criança, que sofre nas mãos de seu pai, um dentista (que é interpretado por Christopher Lee, sempre competente). Em suma: o filme é excelente diversão para as crianças, e para os adultos também (certamente eles irão rir muito com a referência a uma obra prima do cinema, na Sala de Televisão - agora entendo o nick da Natascha (do Criticas Mediocres) no MSN: "O monolito é uma barra de chocolate Wonka!"), mesmo que as crianças não entendam nada.
Enfim, Tim Burton não fez uma refilmagem, mas sim criou um novo filme, baseado no mesmo livro de Road Dahl. E, se for para definir qual dos dois é melhor, justiça seja feita.
Há um empate.

Uma nota?

10/10

 

Aqui me despeço, desejando uma excelente semana.

Até a próxima!

Editor, ouvindo Under Pressure, do Queen.



- Postado por: Editor às 18h21
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Especial Renato Russo

ALÔ, PESSOAL.
Tudo bem com vocês? Espero que sim!

 

Gente, espero que me perdoem por estar ausente, estou sem tempo por ocasião do processo de edição do DVD que estou montando sobre a viagem que fiz para Minas Gerais, a mando da Educar Turismo (veja mais sobre a viagem em www.fotolog.net/luizhsoliveira). Creio que na proxima semana já tenha terminado. E para não ficar no vácuo, ponho aqui um sonho meu, que é colocar algo sobre o maior letrista do rock brasileiro, a quem eu tenho uma verdadeira veneração: Renato Russo, lider da histórica Legião Urbana. Aqui está uma breve biografia desse fenomenal artista.

 

 

URBANA LEGIO OMNIA VINCIT

 

Renato Manfredini Júnior nasceu no Rio de Janeiro em 27 de março de 1960, filho do economista Renato Manfredini, funcionário do Banco do Brasil e de Dona Maria do Carmo, professora de inglês. Ele aprendeu inglês desde pequeno, quando morou, dos 7 aos 10 anos, em Nova York. Nova transferêcia do pai levou o menino, já com 13 anos, a Brasília que tanto marcou sua música. Renato teve uma infância e adolescência de classe média alta, típica do pessoal das bandas de Brasília. Entre os 15 e os 17 anos enfrentou várias operações e viveu entre a cama e a cadeira de rodas, combatendo uma doença óssea rara chamada epifisiólise.

Em 78, inspirado pelo Sex Pistols, Renato formou o Aborto Elétrico, que no vai e vem de integrantes, contou com participações de Fê e Flavio Lemos (depois do Capital Inicial), Ico Ouro Preto e André Pretorius. Em 82 abandonou o Aborto Elétrico e passou a fazer trabalhos solos. Neste período ficou conhecido como "O Trovador Solitário". Quando a lendária "cena de Brasília" já era uma força underground reconhecida, Renato Russo formou a Legião Urbana com Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná e Paulo Paulista. Um ano depois, Paraná e Paulista deixavam a banda e entrava Dado Villa-Lobos.

Quando Renato Rocha se juntou a banda em 84, a Legião Urbana já havia se apresentado diversas vezes em Brasília, notadamente nos célebres shows no Circo Voador, no Rio de Janeiro e no Napalm, em São Paulo. O sucesso de seus shows levou rapidamente a um contrato com a EMI-Odeon. No primeiro dia do ano seguinte saiu o primeiro álbum, Legião Urbana, que emplacou os hits "Geração Coca-Cola", "Ainda é Cedo" e "Será".

Com seus refrões poderosos e letras que falavam de inseguranças emocionais e do niilismo da geração crescida durante o regime militar, a Legião Urbana bateu fundo nos anseios dos jovens brasileiros. A receita foi aperfeiçoada no álbum seguinte, Dois, melhor tocado, melhor gravado e mais elaborado. Sucessos como "Eduardo e Mônica" e "Quase Sem Querer" falavam uma língua que qualquer jovem urbano brasileiro dos anos 80 podia entender e se identificar.

Dois consolidou Renato Russo como um dos maiores popstars do país. Já na turnê desse segundo disco, começou a aparecer o Renato Russo estrela: seus shows incluíam discursos pregadores (o adjetivo "messiânico" aparecia em nove entre dez matérias sobre o grupo) e um alto consumo de drogas e álcool.

Em 1987 sai terceiro álbum, Que País É Este, gerando hits como "Faroeste Caboclo", e mais uma turnê nacional abarrotada. Em 89, sai As Quatro Estações que inaugura a fase mais madura da banda, tanto no som, menos pop, como nas letras, abordando assuntos como AIDS e homossexualismo. Em "Meninos e Meninas", Renato sugere bissexualidade. Logo depois, numa história entrevista à revista Bizz, Renato confirmava o fato.

V, lançado em 91, veio carregado de uma tristeza que refletia a instabilidade emocional-psicológica vivida por Renato. A turnê que se seguiu teve que ser interrompida devido ao seu precário estado de saúde.

O Descobrimento do Brasil, de 93, acabou sendo o último disco da banda (A Tempestade, é um disco solo de Renato com participações de Dado e Bonfá). A partir de Descobrimento, Renato deu vazão a seus projetos solo e lançou The Stonewall Celebration Concert e Equilíbrio Distante.

O primeiro, cantado em inglês, foi homenagem ao grande amor de sua vida que morreu de overdose. Renato faz então seu disco mais militante ao som o orgulho de ser gay, ao som de covers da Broadway e Madonna. Stonewall é o nome de um bar nova-iorquino onde, num célebre acontecimento em 69, gays se rebelaram contra a ação política. Equilíbrio Distante traz Renato interpretando canções de música italiana, uma das manias recentes do cantor.

Renato era HIV positivo desde 1990, mas nunca assumiu publicamente a doença. Desde a época de "Descobrimento do Brasil", Renato andava recluso e arredio e evitava a imprensa. As suspeitas se comprovaram em 11 de outubro de 1996 com sua morte por broncopneumopatia, septicemia e infecção urinária - consequências da AIDS -, pesando só 45 quilos.

 

 

Um abraço, até!

 

Editor, ouvindo Pais e Filhos, do Legião Urbana.




- Postado por: Editor às 17h52
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________